HISTÓRIA E DADOS GERAIS DO MUNICÍPIO

HISTÓRIA DO MUNICÍPIO

A história de Paraibuna inicia-se em 13 de junho de 1666, quando um grupo de homens, vindos de Taubaté, seguiam pelo Rio Paraíba e resolveram parar próximos à junção dos Rios Paraibuna e Paraitinga para descansar.

Ali, ergueram uma capela em honra ao santo do dia, Santo Antônio – e em ação de graças pela boa viagem que fizeram – e alguns homens se fixaram, dando início a uma povoação.

A fama do local correu atraindo mais pessoas – muitas com o ideal patriótico de povoar novas terras – e tornou-se um ponto estratégico para o pouso de tropeiros e viajantes que iam para o litoral.

Em 07 de dezembro de 1812, Paraibuna é elevada à categoria de Distrito de Paz, em 10 de julho de 1832, à Vila de Santo Antônio de Paraibuna, e finalmente, em 30 de abril de 1857, à cidade.

No princípio, sua economia estava voltada, sobretudo, para a agricultura de subsistência. Mas, esta situação começa a mudar com o surgimento de alguns engenhos de cana-de-açúcar e principalmente, com a introdução da lavoura cafeeira.

Paraibuna viveu o seu auge neste período. Sob forte influência do ciclo do café (1830 – 1870), o município se desenvolveu. A área rural se expandiu, diversas e grandes fazendas foram construídas, assim como, casarões no centro da cidade, que chamam a atenção pela beleza e tamanho.

Em 1835, Paraibuna já registrava cerca de 34 fazendas cafeeiras e 87 sítios de culturas diversas.

Com o declínio do café, diversas fazendas passaram por dificuldades. Foi então, que o cultivo do algodão foi introduzido, como uma alternativa de renda.

Paraibuna viveu um período de crise, declínio financeiro e pouca evolução (1890 – 1920).

A situação começou a mudar com a implantação do Porto de São Sebastião e a construção da estrada ligando São José dos Campos ao Litoral Norte, e passando por Paraibuna.

A economia voltou-se para a pecuária leiteira – sobretudo, por causa das diversas famílias mineiras que se mudaram para o município. A produção de leite se torna forte, chegando por volta de 1960, aos 50 mil litros por dia.

Mas, a construção da represa de Paraibuna e Paraitinga, neste mesmo ano traria grandes mudanças para o município. Boa parte das terras baixas, as várzeas, foram alagadas, prejudicando de maneira significativa a produção de diversos produtos, inclusive, o leite.

Sem muitas perspectivas de crescimento, uma parcela considerável da população rural deixa o campo em busca de trabalho e melhores condições de vida. Muitos encontram emprego na construção civil, diversos deles, na própria obra da represa – no auge da construção, a obra chegou a empregar cerca de 5 mil pessoas.

O êxodo rural torna-se fato que se comprova pelo número de habitantes na zona rural, que em 1950 era de 15.112 e cai em 1960 para 13.031.

Na década seguinte, as obras da represa são concluídas gerando um problema maior ainda. Pois, o que fariam os milhares de homens que perderam seus empregos com o fim da construção?

Muitos retornaram ao campo e buscaram uma alternativa na agricultura. A lavoura de feijão foi a principal, tornando Paraibuna, em 1980, como a maior produtora no Vale do Paraíba.

O tomate e o milho também foram outras opções de investimento.

Na pecuária, os produtores preferiram apostar no gado de corte, que necessita de menos mão-de-obra e aplicação financeira.

Houve um aumento das atividades terciárias – prestação de serviços. O ramo imobiliário teve um grande crescimento, como afirma Celenrozi Santos, em sua dissertação: “os produtores que não se adaptaram aos novos usos do solo, viram no setor imobiliário uma nova forma de recursos, muitos dividiram suas propriedades em chácaras que foram vendidas a outros que viam no ambiente tranqüilo do município uma forma de obter o sossego que não encontram nos grandes centros urbanos”.

As atividades turísticas ganham impulso e passam a ser a grande aposta de desenvolvimento.

Cenário este, que pouco mudou até hoje. A economia atual baseia-se na agropecuária, no beneficiamento de seus produtos, no artesanato e no turismo.

ORIGEM DO NOME

O nome PARAHYBUNA é de origem indígena, formado por PARA (água), HYB (rio) e UNA (preta). Logo, a palavra PARAIBUNA significa "Rio de Água Escura".

DADOS GERAIS

Área:
Total: 811,7 Km²
Urbana: 25 Km²
Rural: 786,7 Km²

Distâncias:
São Paulo – 124 km
São José dos Campos – 33 km
Caraguatatuba – 48 km

Via de acesso:
Rodovia dos Tamoios – SP 99, Km 32
Rodovia Alfredo Rolim de Moura – SP 88

População:
Total: 17.384
Urbana: 5.240
Rural: 12.144
Total de homens: 8.823
Total de mulheres: 8.561
FONTE: IBGE (Censo 2010)

Gentílico:
paraibunense

Temperatura:
Máxima anual: 32,35ºC
Mínima anual: 7,5ºC
Média anual: 20,4ºC
O clima classifica-se como mesotérmico com verões brandos e inverno seco.

Tempo:
Precipitação: 1300 a 1500mm/ano
Mês mais chuvoso: Dezembro.
Mês mais seco: Agosto.
Os ventos vêm da direção norte e no inverno da direção sul.

Topografia:
Altitude Média: 635 m
Latitude: 23º23’ S
Longitude: 45º39 W

Limites:
Norte – Jambeiro
Sul – Caraguatatuba
Leste – Redenção da Serra e Natividade da Serra
Oeste – Salesópolis e Santa Branca

Localização do município: LINK GOOGLE

HIDROGRAFIA

Paraibuna é considerada o “Berço do Rio Paraíba do Sul”, pois, em sua represa ocorre à junção das águas do Rio Paraitinga e do Rio Paraibuna que dão origem ao Rio Paraíba.

Em toda a sua extensão, o município possui cerca de 4.780 nascentes que formam mais de vinte córregos e riachos.

REPRESA

Uma das principais belezas de Paraibuna, a represa é um grande reservatório com aproximadamente 5 bilhões de m³ de água, numa extensão de 760km.

Formada pelo represamento das águas do Rio Paraitinga e Paraibuna, a sua principal função é regular a vazão de água do Rio Paraíba do Sul, mas, também é utilizada para a geração de energia elétrica.

Construída na década de 1970, suas águas são consideradas de tipo 1, ou seja, não apresentam nenhum tipo de poluente. No referendo da ECO 92, ganhou como a represa mais bem conservada ecologicamente no Brasil.

Por isto, é o local ideal para prática de esportes náuticos – regatas, passeios de lancha, barco, vela, canoagem, jet-sky, entre outros – da pesca esportiva e ainda de atividades que propiciam a observação da sua beleza, como caminhadas, montain bike e cavalgadas.

Em sua extensão estão catalogadas 204 ilhas, onde espécies da flora e da fauna da Mata Atlântica estão preservadas.

FLORA E FAUNA

A flora paraibunense é formada pela Mata Atlântica. Atualmente, possui 15.558ha de vegetação natural remanescente, o que equivale a 21% da área rural do Município.

Apresenta uma vegetação exuberante, onde as principais espécies encontradas são: pau-brasil, cedros, canelas, ipês, palmeiras, bromélias, orquídeas, etc.

Da mesma forma, a fauna predominante é da Mata Atlântica. Paca, quati, capivara, anta, bicho preguiça, são algumas das espécies de mamíferos mais comuns.

O presente ecossistema ainda apresenta uma grande variedade de aves – tais como: mutum, jacu, tié sangue, saira, entre outros – anfíbios, répteis e insetos.

ECONOMIA

Principais atividades: agricultura familiar, pecuária, turismo e comércio.

SÍMBOLOS DO MUNICÍPIO:

Brasão de Armas

Paraibuna passou a ter o seu próprio Brasão de Armas, a partir de 1963, quando a Câmara Municipal e o Prefeito Municipal, José Osias Calazans de Araújo, o instituíram por meio da Lei 334.

Ele foi idealizado pelo então senador Padre Benedito Mário Calazans, o deputado Padre Antônio de Oliveira Godinho, Dr. Rui Calazans de Araújo, e com a orientação dos Professores Álvaro da Veiga Coimbra, do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, e Paulo Camilher Florençano, do Museu “Casa do Bandeirante”, que deram apoio na composição heráldica – ciência ou arte de formar e descrever brasões.

Assim, o Brasão paraibunense passou a vigorar trazendo em sua composição elementos que simbolizam períodos da sua história, economia e meio ambiente. Como descrito na Lei, ele retrata “a vida da velha e paulistíssima cidade de Santo Antônio de Paraibuna”.

O Brasão trata-se de um escudo português clássico, com um campo de goles – área em cor vermelha – onde no canto esquerdo está fixada uma flor de lis em prata, em alusão ao padroeiro do município, Santo Antônio. Ainda neste campo, em forma da letra Y invertida, em prata, a representação do Rio Paraíba do Sul e os seus dois formadores: o Rio Paraibuna e o Paraitinga. Dentro deste elemento simbólico, estão três peixes “dourados”, em suas cores naturais, lembrando a espécie mais importante das águas do Rio Paraíba (isto em relação a 1983, quando o Brasão foi feito).

Logo abaixo, em um segundo plano, a reprodução de uma paisagem típica da região: céu azul, quatro morros – em referência aos situados na divisa de Paraibuna com Jambeiro, local que assinala simbologicamente, o ponto onde os bandeirantes subiram a fim de fundar o município – e um touro, no meio do campo verde – em alusão a atividade econômica de grande importância para Paraibuna, a pecuária.

Na parte superior do Brasão, a coroa mural em ouro, de quatro torres – elemento fixado para a coroação dos brasões dos municípios paulistas – onde, sobre a torre central está pousado um martim pescador, ave ribeirinha típica da região.

Nas laterais, a cana de açúcar, no lado esquerdo, e o café, no lado direito, representando duas tradicionais culturas do município.

Por fim, na parte inferior, o listel em prata, grafado em preto, a expressão latina “Super Flumina” – que significa, “sobre os rios” – referindo-se à situação topográfica da sede do município (até a presente data da composição do brasão).

Fechando o brasão, sob as hastes da cana e do café, a palavra Paraibuna.

Bandeira

A Bandeira de Paraibuna foi oficializada em 1983, pelo então prefeito, Jayme Domingues da Silva e pela Câmara Municipal, por meio da Lei 973.

Ela é composta por três campos distintos e simétricos, divididos verticalmente em cores diferentes.

Assim, o primeiro campo, à esquerda, em cor verde, simboliza as matas e mananciais do município – que no texto da Lei vem seguida da recomendação: “que deverão ser eternamente preservados em nome da manutenção do equilíbrio ecológico”.

Ao centro, a cor branca serve de fundo para a colocação do brasão municipal.

No terceiro campo, à direita, a cor vermelha representa o calor e o amor que o povo paraibunense dedica à sua terra. 

CURIOSIDADES:

Apelidos das ruas

Em Paraibuna existe um costume muito antigo e curioso que é mantido até os dias atuais: o de apelidar as ruas da cidade.

Segundo historiadores, este era um hábito do Brasil Colônia, quando as ruas não possuíam nomes oficiais e eram conhecidas por denominações que indicavam características de sua geografia, da sua vida cotidiana e ou da sua localização em relação a algum prédio importante do município.

Outro costume era denominar pelo nome de cidades vizinhas, como evidenciamos em Paraibuna, onde há: Avenida São José, Rua Santa Branca, Rua Jambeiro, Rua Taubaté, entre outras.

Com o passar do tempo, os logradouros começaram a receber o nome de pessoas que se destacaram na história do município ou do país. E esta deixou de ser uma atribuição popular, para ser uma tarefa da Câmara Municipal, que hoje, indica o nome e justifica o porquê dele.

Mas, a tradição popular não deixou de existir no município paraibunense. Até hoje, embora as ruas tenham nomes oficiais, os moradores ainda às conhecem por seus apelidos – muitos, inclusive, só sabem os apelidos.

Alguns apelidos mais comuns de ruas da cidade:

Rua de cima = Rua Cel. Marcelino
Rua do meio = Rua Cel. Camargo
Rua de baixo = Rua Cel. Martins
Rua morta = Rua Major Ubatubano
Rua nova = Rua 10 de julho
Rua Monsenhor Dutra = Rua Cel. Francisco Tobias das Neves
Rua do Rosário = Rua Major Soares
Rua do Dominguinho = Rua Dr. Oscar Thompson
Rua da bica = Rua Pe. Antônio Pires do Prado
Ladeira da gruta = Av. Major João Elias de Calazan
Largo da bomba = Praça Canuto do Val
Bairro do cachorro sentado = Vila São Guido
Bairro do Cuba = Bairro Bela Vista

PESSOAS ILUSTRES:

Coronel Marcelino José de Carvalho
Coronel José Porfílio da Silva
Coronel Eduardo José de Carmargo
Coronel Francisco Tobias das Neves
Major João Elias de Calazans
Padre Ernesto Almirio Arantes
Padre Benedito Mário Calazans
Seu Siqueira